13 maio 19
Podem me chamar de Stefs!

Olá, preciosos, como estão? Espero que muito bem! ❤

Chego aqui com aquela vibe de recomeço de site (embora nada efetivamente mude) e resolvi passar esses dias introduzindo tudo novamente. De um jeito que vocês me conheçam e conheçam os propósitos dos conteúdos que se desenrolarão ao longo deste ano. Não menos importante: de maneira que vocês se familiarizem com este espaço que acabou de lado em 2018.

Algo que parece meio bobo, mas tal ideia de post surgiu quando revisitei esta casinha. Notei que queimei etapas ao focar exclusivamente em compartilhar textos sobre cada categoria e nem sequer passou pela minha mente me apresentar devidamente.

Hoje, consertarei isso.

Prazer, podem me chamar de Stefs. 

 

Stefs é abreviação de Stefanny, o que dá sempre trabalho para os atendentes da Starbucks – porque ninguém escreve meu nome certo e eu tenho que soletrar ou usar outro nome para evitar a fadiga. Tenho 33 outonos, moro em São Paulo, e sou formada em jornalismo.

Eu sou da geração que viu o mundo dos blogs em seu auge do “antes tudo aqui era mato”. Harry Potter foi o responsável em me introduzir a esse universo, mas eu retornei efetivamente em 2011. Com todos os créditos a um professor que se achou no direito de ajudar uma aluna chorona.

Trabalhei em agências de publicidade e pago de blogueirinha nas horas vagas (ao menos eu tento e 2019 está aí para provar se ainda sou capaz). Tudo aparentemente ok, mas minha vida profissional é um completo caos. Dessa forma, eu encontro um tanto de forças por meio dos meus projetos pessoais.

Já escrevi muito em site de entretenimento (e vários sinto muita falta) ou que envolvesse o tema de séries. Foi um meio para eu conseguir portfólio, mas as coisas começaram a mudar quando vi o Hey, Random Girl! ganhar vida própria. Ele é meu projeto mais antigo (7 anos completos este ano + 1 ano extra), criado para me esquecer do estresse da faculdade. No processo, descobri sobre o que eu gostava de escrever verdadeiramente. E não se tratava de peças para clientes.

Tudo bem que esse foco de escrita muda ano a ano, mas são meros detalhes.

O Hey, Random Girl! começou como diário pessoal e permanece assim. Independentemente das minhas aventuras com entretenimento (como escrever resenha de séries). É a filha mais velha que sempre acho que abrirei mão e, até então, tudo permanece vivíssimo e seguro.

Meu segundo projeto nasceu em 2015 e foi batizado de A Bela e as Feras. Ou seja, este site. Uma iniciativa que, primeiramente, foi desenvolvida às escondidas. Eu não tinha certeza se daria certo ou se eu conseguiria escrever sobre alguns tópicos específicos, como transtornos alimentares. Então, fiquei por certo tempo na miúda. Até que 2016 me fez entrar no mundo WordPress.

O conteúdo daqui é extremamente oposto ao do Hey, Random Girl! e sua base veio em um instante Eureka! – depois de assistir ao documentário Miss Representation. Sua criação também veio atrelada às minhas experiências com o I AM THAT GIRL, que visa empoderar jovens mulheres. O que torna este cantinho basicamente um dos resultados mais concretos ao longo da minha jornada como líder de um Capítulo Local desse movimento estadunidense. Um engajamento que me abriu portas, que me deu as mais valiosas companhias/amigas e muito autoconhecimento.

É difícil explicar o que eu senti nas horas antes deste projeto tomar vida. Mas me lembro que fui tomada por um desespero de querer fazer algo e logo. Não podia esperar! Eu estava afoita, indignada, querendo encontrar um meio de aplacar meu desconforto depois de ter visto o mencionado documentário (que tem na Netflix). Um desconforto que se expressou em lágrimas também, pois nunca tive noção da influência da cultura voltada para meninas e mulheres. Isso, negativamente falando. Miss Representation foi basicamente um soco na cara.

Toda vez que eu assisto esse doc, sou tomada pela ira. Além de falar da retratação da mulher na cultura, também há uma reflexão sobre corpo e aparência. Sobre a quantidade de procedimentos estéticos que jovens se submetem em busca de uma perfeição que não existe. Vi-me querendo criar tais conversas, porque nunca as tive na adolescência. Porém, houve muita insegurança, porque eu não deixava de ser nova nesse “universo”.

Meu conhecimento sobre o feminismo, por exemplo, era raso (e ainda não segue como o mais aprofundado da viela) e eu estava no início da constante chamada desconstrução. Mas, em meio a isso, eu jamais pensei que conseguiria ser líder de um Capítulo de um movimento internacional. Nem muito menos chegar com este site em 2019. Eu neguei minhas vontades (tenho grande talento para isso), mas, lá no fundinho da mente, tinha uma voz que dizia “faz isso sim”.

E eu fiz. Este site foi o mais rápido que botei no ar em toda minha história neste planeta.

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Com o IATG, eu consegui me abrir e a começar a me entender. Abri as feridas que nasceram na infância e se tornaram um vendaval na adolescência – e assim cheguei à terapia. Eu ainda estou nesse processo de cura interna, mas foi na experiência como Líder que eu enxerguei o que eu mais ou menos precisava para dar uma luz no fim do túnel na vida de alguém. Minha mente é daquelas que não para, sempre vem uma ideia por segundo, mas tudo que eu queria era ter um canto para falar de assuntos relevantes.

A princípio, escolhi corpo e aparência devido ao fato de ter tido um transtorno alimentar. Este ano, eu quero corresponder mais ao momento em que vivo.

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Ano passado, este projeto mudou de nome: Contra as Feras. Junção de palavras que eu usava praticamente como tagline e penso que foi por isso que ela se tornou mais popular que o nome de batismo. Meus amigos se referiam a este site como Contra as Feras e, de certo modo, A Bela e as Feras começou a perder o sentido. Por associação, essa mudança foi extremamente necessária e amém que não deu nenhum BO na alteração.

Vejam bem: eu sou péssima para nomes e me é comum querer rebatizar tudo. Ainda bem que isso nunca aconteceu com o Hey, Random Girl! (mas o site demorou para chegar no Hey, Random Girl!).

Graças ao Contra as Feras, me vi desbravando esse suposto medo de defender alguma causa que acredito, por exemplo. Contudo, esse medo, que chamaria mais de receio, ainda existe. Um tantinho mais além do que eu fazia ao longo da minha jornada no I AM THAT GIRL.

Mas o importante é continuar, né?

━━━ ❤ ━━━

O que mais eu poderia falar sobre mim? 

Sei que falei mais dos meus projetos, mas os projetos dizem muito sobre mim. Eu sou péssima na tarefa do about me, pois me acho totalmente desinteressante. Mas segue a nuvem de tags:

 

Sou geminiana com ascendente em Gêmeos, entusiasta da arte, chorona, sarcástica, introvertida, uma criança que gosta de tudo ao mesmo tempo e não sabe lidar. Amo comida, sair e ficar com os migos, sair sozinha. Amo ler. Amo tirar foto. Estou reaprendendo a gostar do jornalismo. Pareço séria, mas nem sou. Alguns dizem que sou engraçada, mas só ao vivo para confirmar. Outros acham que estou brava o tempo inteiro, mas é meu jeitinho de evitar gente inconveniente. Amo café, chocolate, itens que não fazem muito bem para a ansiedade. Amo cachorrinhos (tenho duas) e tomar vento na face em  fim de tarde de domingo. 

 

Enfim, eu amo muita coisa e eu espero trazer essas coisas para esta casinha.

No fim de tudo, estou aqui para dar o meu melhor. ❤

 

Imagem: Behzad Ghaffarian (via Unsplash).

Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
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