Conversas
04 jul 19
Para a garota que acreditou que não iria além…

Passaram-se cinco anos desde que tivemos uma conversa séria. Daquelas que nos deixa meio boquiabertas tão quanto à beira das lágrimas diante de tantas revelações. Chocadas diante de tudo que ainda nos mantém aqui. Um papo daquele tipo em que cada palavra dita ou pensada toca em pontos sensíveis para nos fazer refletir e perceber a significância dos entretempos.

Tão quanto do peso das feridas. Mais precisamente, aquelas que acabaram protegidas por esparadrapos mequetrefes. Feridas à mercê do tempo. Porém, jamais esquecidas, pois espinhos brotaram de cada uma delas e se projetaram ao longo da sua jornada. Sendo a base para que você subisse muros altos e fortes. Cercando-a e dando a entender de que tudo parecia bem…

O caminho de flores jamais foi uma escolha. Nem muito menos o desejo de saltar do muro externo e destruir os muros internos. Ao menos para você, o emparedamento sempre pareceu razoável. Justo. Tão quanto os esparadrapos colocados em cima dos espinhos – e tanto julguei para que não fizesse isso. Nenhuma ferida a impediu de caminhar, claro, mas não significou que não a tenha transformado. De alguma forma, feridas e espinhos a transformaram e continuam a transformá-la.

Não mais de um jeito ruim, embora seja difícil não se apoiar nos espinhos quando tudo é breu.

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
10 jun 19
Retomar e ressignificar as narrativas que não dominamos

Em breve, completarei 1 ano de análise (ou terapia). Foi uma das melhores decisões da minha vida, principalmente quando eu vejo, mês a mês, a costura da minha concha de retalhos mental e o constante entrecruzamento das memórias. Memórias essas repletas de ausências no que condiz a armazenar de modo permanente instantes mais alegres. Aqui, parecia que só o cinza prevaleceria.

Até eu não querer mais esse cinza.

Nunca me dei conta de que minha mente tem esse esquema que passei a adotar para mim: de entretempos. Mesmo que eu saiba um pouco da causa de ter memórias suprimidas ou ausentes, na experiência real do cotidiano, quando paro para pensar, cada uma delas parece um monte de cenas quebradas. A edição de um filme à parte em que o enredo é truncado e espalhado ao vento no intuito de que alguém o encaixe na verdadeira sequência.

A única linha do tempo que tenho mais propriedade é a entre os 14 aos 20 anos. Justamente porque cada ano foi marcado por eventos desagradáveis e que seguiram como highlights da minha vida.

Os pontos de referência sobre ver o mundo e senti-lo. Sobre me ver e me perceber.

Até eu querer dar uma mudança no teor das minhas narrativas.

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
13 maio 19
Podem me chamar de Stefs!

Olá, preciosos, como estão? Espero que muito bem! ❤

Chego aqui com aquela vibe de recomeço de site (embora nada efetivamente mude) e resolvi passar esses dias introduzindo tudo novamente. De um jeito que vocês me conheçam e conheçam os propósitos dos conteúdos que se desenrolarão ao longo deste ano. Não menos importante: de maneira que vocês se familiarizem com este espaço que acabou de lado em 2018.

Algo que parece meio bobo, mas tal ideia de post surgiu quando revisitei esta casinha. Notei que queimei etapas ao focar exclusivamente em compartilhar textos sobre cada categoria e nem sequer passou pela minha mente me apresentar devidamente.

Hoje, consertarei isso.

Prazer, podem me chamar de Stefs. 

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
07 mar 19
Prólogo: 2018 e a minha batalha Contra as Feras

Eu sempre fico meio chocada com a minha mente que vira e mexe se esquece das coisas. Não é um dito problema de memória (ao menos não que eu saiba), mas a razão é que eu sou uma humana que não para de pensar um só segundo. Por pensar demais, coisas se empilham, competem uma com a outra, e não há foco que resista por tanto tempo diante desse turbilhão mental.

Uma das coisas que acabou perdida nesse turbilhão mental foi o tema de 2018: a batalha Contra as Feras. Escrevendo este texto, eu não tenho a menor ideia de como pensei em desenvolvê-lo ao longo do mencionado ano. Tudo que sei é que intencionei uma campanha e ela não aconteceu.

Meramente porque eu não fiquei superativa neste site. Ou em qualquer outro projeto pessoal.

De todo modo, não significa que não rolou uma batalha Contra as Feras. Rolou, mas no meu backstage. E, quando fui atrás de lembrar o tema de 2018, fiquei chocada!

Agora vocês entendem como meu esquecimento, às vezes, me impacta.

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
03 out 18
Se você quer ir mais rápido, pare de correr

Eu costumava correr para buscar coisas que eu não necessariamente precisava. Este hábito começou quando eu tinha 17 anos e continuou no começo dos meus 20. Por correr demais, negligenciei o que eu realmente precisava. Eu fui dominada pela pressão, pelo medo de desapontar as pessoas ao meu redor e pela ideia de que eu não chegaria a canto algum. No topo de tudo isso, eu costumava ser uma perfeccionista, o que acabou levando a um transtorno alimentar que me impactou por anos.

Eu era tão jovem e tão focada em ter uma vida bem-sucedida sendo que eu não estava realmente vivendo. Eu era uma adolescente presa em expectativas, uma garota que queria se encaixar nas expectativas da sociedade. Eu estava perdendo mais que ganhando, porque eu não tinha uma perspectiva madura de mim e da minha vida. Eu só queria chegar aos próximos passos da vida o mais rápido possível. Mas para quê? Eu não sabia.

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
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