20 set 18
Razões para continuar vivo por Matt Haig

Hoje, trago uma indicação de leitura. Pensei em fazer uma resenha do título em questão, mas está aí algo que tenho dificuldade: desenvolver texto que envolve um livro de memórias e assim por diante (algo que tem mudado ultimamente). Ainda mais este que retrata tópicos que não há o que discutir a não ser recomendar.

Por isso, eu escolhi trazer as razões de ler este livro que foi muito importante ao longo dos meus estudos sobre depressão e ansiedade (e que tento manter apesar da rotina). É uma leitura até que bem leve apesar de ter alguns gatilhos – ansiedade, depressão e suicídio (que não contam com relatos muito explícitos, a não ser o suicídio que é o tema que o abre). Acredito que este título é uma ótima indicação para quem não domina muito sobre esses assuntos e que ainda carrega muito tabu em seu coração.

Os motivos para eu ter lido Razões para Continuar Vivo foi graças ao TWLOHA (To Write Love On Her Arms). Fiquei bem contente quando vi que a Intrínseca o traduziu e não hesitei em comprá-lo. O único delay real que existe é a postagem deste texto que, por conta disso, acabou no meu próprio esquecimento.

 

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
13 set 18
Um papo sobre o caminho para uma verdadeira intimidade

Quantas vezes pensamos em ser quem somos e retrocedemos? Parece que há sempre um erro em nosso sistema que nos impede de ser, de expressar e de agir como queremos. De tornar a nossa vida totalmente uma verdade a base do que acreditamos. Parece um crime expor por aí a parte genuína do nosso ser tão quanto nossas crenças e valores. Tão quanto nossas ideias, nossos gostos, e tantas coisas, como se quem somos fosse capaz de ofender alguém.

É um entrave diário para muitas pessoas que colidem com outras que incitam os mais variados sentimentos negativos. Como a vergonha.

Vergonha do que pensarão de você.

Vergonha do que você mesmo pensará de si mesmo.

Vergonha. A vergonha de expor quem você nasceu para ser.

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
06 set 18
Vamos iluminar o mundo?

Era uma vez…

Havia uma pequena garota que tinha medo de crescer. Ela poderia se esconder nos cantos da sua antiga casa, com medo dos monstros, mas, assim que olhasse para fora da janela, lá os enxergava.

Eles não estavam em sua cabeça.

Eles eram reais.

Eles eram humanos.

A ameaça assumiu duas formas:

Primeira: o bullying que, gradualmente, lhe tomou a saúde e a alegria de viver.

Segundo: as pessoas que lhe tomaram seu direito de viver como uma adolescente normal com viagens, risadas e vitórias.

(tw: menção sem aprofundamento de suicídio e automutilação)

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
30 ago 18
Uma música para refletir: Scars to Your Beautiful

Lembro-me de um tempo em que tudo que a Stefs de 14, 15, 16, 17 anos queria era se encaixar. E não era um se encaixar em uma panelinha para fazer amizades, para ser convidada a viagens ou para passar o final de semana na casa da menina mais popular da escola. Embora todas essas questões tenham feito parte da adolescência dela, o pertencer tinha a ver com o universo das mulheres magras, de cabelos macios e sedosos, cujas roupas cabiam certinho.

Aquelas das capas de revista. Aquelas dos videoclipes. Mulheres que podiam usar biquíni sem sentir vergonha do próprio corpo. Que podiam revelar um pouco da barriga sem “pneuzinhos”. Que faziam o que quisessem sem correr o risco de serem julgadas. Que eram desejadas pelos garotos sem ao menos respirar.

Era um universo que, inclusive, se podia comer chocolate sem engordar, um crédito a uma entrevista da Gisele Bündchen vista em algum momento dos anos 2000.

Um mundo irresistível demais para quem queria ser apenas magra.

Um mundo cuja jornada deixaria cicatrizes profundas.

Meramente porque essa Stefs tornou tudo e mais um pouco como sua própria verdade.

Sendo que eram ilusões criadas pela mídia e bravamente consumidas por uma adolescente dos anos 90.

(tw: menção sutil aos transtornos alimentares)

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
24 ago 18
Conselho 5: O tempo não é seu inimigo

Nem acredito que este texto vai finalmente sair da mente para este site bonito. Eu enrolei demais para escrever, embora eu havia dito a Stefs que gostaria de participar da tag dos conselhos. Sim, eu sou pidona, entrona e tudo de “ONA” no exagero mesmo. Primeiro porque amo textos. Segundo porque acredito que eles podem fazer a diferença na vida das pessoas. Então cá estou eu.

Meu tema é o tempo (e olha que esse tema já foi do Guilherme em um encontro do I Am That Girl – que eu infelizmente perdi) e o considero poderoso. Por tal poder, na juventude em geral, ficamos de birra com ele e leva alguns anos (tempo?!) para que a gente se entenda com o relógio da vida.

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Contra as Feras
Conversas, histórias, empoderamento e inspiração na voz daqueles que também possuem muito o que dizer sobre suas batalhas diárias contra as feras.
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