05 jul 19
Homens vs. transtornos alimentares #1

Assim como vários transtornos mentais são associados unicamente às mulheres, o mesmo vale para os transtornos alimentares. Uma inverdade visto que cada um desses quadros pode afligir quaisquer pessoas, independentemente do gênero, da classe social e da idade.

Fins de fevereiro marcaram mais uma ação do NEDA sobre a conscientização de transtornos alimentares e muita coisa legal rolou durante esse evento. Há alguns posts que realmente me interessaram e resolvi trazê-los como material de apoio para este site. Como a tradução de hoje em forma de entrevista feita com Mike Marjama. Personagem que fez carreira no time americano de beisebol Seattle Marines e lidou com um transtorno alimentar na adolescência.

Aviso de gatilho:  descrição sutil de transtornos alimentares (bulimia).

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
04 jul 19
Para a garota que acreditou que não iria além…

Passaram-se cinco anos desde que tivemos uma conversa séria. Daquelas que nos deixa meio boquiabertas tão quanto à beira das lágrimas diante de tantas revelações. Chocadas diante de tudo que ainda nos mantém aqui. Um papo daquele tipo em que cada palavra dita ou pensada toca em pontos sensíveis para nos fazer refletir e perceber a significância dos entretempos.

Tão quanto do peso das feridas. Mais precisamente, aquelas que acabaram protegidas por esparadrapos mequetrefes. Feridas à mercê do tempo. Porém, jamais esquecidas, pois espinhos brotaram de cada uma delas e se projetaram ao longo da sua jornada. Sendo a base para que você subisse muros altos e fortes. Cercando-a e dando a entender de que tudo parecia bem…

O caminho de flores jamais foi uma escolha. Nem muito menos o desejo de saltar do muro externo e destruir os muros internos. Ao menos para você, o emparedamento sempre pareceu razoável. Justo. Tão quanto os esparadrapos colocados em cima dos espinhos – e tanto julguei para que não fizesse isso. Nenhuma ferida a impediu de caminhar, claro, mas não significou que não a tenha transformado. De alguma forma, feridas e espinhos a transformaram e continuam a transformá-la.

Não mais de um jeito ruim, embora seja difícil não se apoiar nos espinhos quando tudo é breu.

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
12 jun 19
A Teoria da Colher ensina sobre os limites do bem-estar físico e mental

Ano passado, eu li um livro chamado Alucinadamente Feliz – Um Livro Engraçado sobre Coisas Horríveis. Um título meio contraditório que, como disse à minha psicóloga, combinou com meu humor muito regado de sarcasmo. E o humor de Jenny Lawson, a autora, traz várias nuances de sarcasmo em meio à sua narrativa sobre saúde mental.

Não de um jeito negativo, embora existam passagens no livro que me deixaram desconfortáveis. Ela tira onda com a cara dela e o humor duvidoso foi uma forma eficaz de contar sua história.

Em outras palavras, não é tão denso, porque o humor dá uma quebrada. A parte densa se encontra mais nas páginas finais do livro e é uma dessas partes que eu falarei neste post. ❤

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
10 jun 19
Retomar e ressignificar as narrativas que não dominamos

Em breve, completarei 1 ano de análise (ou terapia). Foi uma das melhores decisões da minha vida, principalmente quando eu vejo, mês a mês, a costura da minha concha de retalhos mental e o constante entrecruzamento das memórias. Memórias essas repletas de ausências no que condiz a armazenar de modo permanente instantes mais alegres. Aqui, parecia que só o cinza prevaleceria.

Até eu não querer mais esse cinza.

Nunca me dei conta de que minha mente tem esse esquema que passei a adotar para mim: de entretempos. Mesmo que eu saiba um pouco da causa de ter memórias suprimidas ou ausentes, na experiência real do cotidiano, quando paro para pensar, cada uma delas parece um monte de cenas quebradas. A edição de um filme à parte em que o enredo é truncado e espalhado ao vento no intuito de que alguém o encaixe na verdadeira sequência.

A única linha do tempo que tenho mais propriedade é a entre os 14 aos 20 anos. Justamente porque cada ano foi marcado por eventos desagradáveis e que seguiram como highlights da minha vida.

Os pontos de referência sobre ver o mundo e senti-lo. Sobre me ver e me perceber.

Até eu querer dar uma mudança no teor das minhas narrativas.

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
16 maio 19
Memórias do janeiro branco + thread de tratamento psicológico

Todo mês tem uma cor e essas cores acabam se confundindo no meio de tanta informação. Cores que são distribuídas mês a mês e que servem de lembrete para uma causa em questão.

Essa singela confusão, da nossa parte, claro, vem de uma experiência que tive no ano passado. Eu estava no ônibus quando vi um banner, naqueles relógios grandes de calçada, dizendo que maio era maio amarelo. Fiquei confusa, pois, até onde sei, setembro é amarelo.

Só que aquele maio amarelo se referia à conscientização sobre acidentes de trânsito.

Por essas e outras que parece não haver concordância na relação cores vs. causas. Ao menos, aqui no Brasil. Com isso, o resultado é cada uma delas cair no limbo do esquecimento.

Ou sequer serem notadas.

E uma dessas cores é o branco. Branco que tinge um janeiro focado em saúde mental.

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Stefs Lima
Jornalista, fundadora do Contra as Feras e ex-líder de um Capítulo Local do movimento internacional chamado I Am That Girl. Vê a escrita como superpoder de criação e de comunicação capaz de tornar o mundo melhor.
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